Se o Flamengo é time de chegada, no Brasileirão de pontos corridos tem que se chegar desde o início. Portanto, apesar do quase ineditismo da disparada na frente, estamos de certa forma seguindo a tradição dos anos em que o Mengão foi campeão! Mas por enquanto, vamos ao jogo:
- Renato Augusto começa a tomar conta da meiuca. É o cara certo no lugar certo. Ney Franco e Joel Santana desperdiçaram quase dois anos da vida deste moleque;
- Por falar em Ney e Joel, o trabalho do Tiozão já é o melhor de um treinador no Fla em muitos anos;
- Dininho deu conta direitinho do recado. O próximo com a responsa de mostrar que temos elenco é o Luizinho;
- Kleberson, se não empolga, pelo menos está demonstrando mais confiança, se escondendo menos. Bom reserva para o Ibson, que renovou, acabei de saber!;
- Obina e Souza só trocaram de papel na quase inoperância. Gosto dos dois, mas para termos um timaço falta um atacante que incomode. Quem sabe no ano que vem?
De resto, é um passo de cada vez...
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, Dininho, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton, Cristian, Kléberson e Renato Augusto (Jônatas); Marcinho (Diego Tardelli) e Obina (Souza).Técnico: Caio Júnior
Náutico: Eduardo, Ruy, Vágner, Luizão e Itaqui (João Paulo); Paulo Almeida, Radamés (Paulo Santos), Helton e Geraldo; Felipe (Gilmar) e Wellington. Técnico: Leandro Machado
Local: Maracanã
Árbitro: Jailson Macedo Freitas
Auxiliares: Alessandro Álvaro Rocha de Matos e Adson Márcio Lopes Leal
Cartões amarelos: Leonardo Moura e Cristian (Flamengo). Ruy, Geraldo, Eduardo, Paulo Almeida e Helton (Náutico).
Gols: Leonardo Moura, aos 11 minutos; e Marcinho, aos 19 minutos do primeiro tempo. Kléberson, aos 14 minutos do segundo tempo.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
FLAMENGO 2 X 4 SÃO PAULO; IPATINGA 1 X 3 FLAMENGO; SPORT 1 X 2 FLAMENGO
Pára para ver: o Flamengo está fazendo uma boa temporada, com uma regularidade incomum. Nos últimos Brasileirões o time começou de forma desanimadora. Qualquer jogo fora, no Nordeste, pelas bandas do Sul, era sinônimo de dor de cabeça. Não dava para confiar. E agora? Bom, nesse ano de bastante regularidade no Carioca e de bons jogos no início do Brasileiro teve a eliminação patética e prematura na Libertadores. O fato é que a torcida está ressabiada e não se empolgou com o bom momento. E talvez isso possa ser bom!
Acho que já escrevi isso antes: os mais sensatos estão com pavor de oba-oba. Então foi assim, meio desconfiada, que a torcida foi (em número aquém do potencial) assistir o embate com o São Paulo. Rola um perigo na desconfiança: percebo que os torcedores também se sentem meio culpados pela eliminação na competição sul-americana, mesmo que de forma inconsciente, e por isso estão segurando a onda na cobrança mais incisiva. Mas ao menor sinal de fraqueza do time... Vi uma certa fúria no olhar de alguns torcedores. O jogo contra o São Paulo era para dar moral, o primeiro teste de fogo no campeonato nacional. Mas aí quem tomou conta do jogo foi o visitante. Resultado: não passamos no teste, a massa frustrou-se e o risco da instituição da impaciência surgiu com força. Derrota nunca é bom, mas ao menos esta aconteceu na última partida de uma seqüência em casa. A chance de recuperação seria dada fora de casa, longe da impaciência da torcida. E o alento a que me referi no primeiro parágrafo foi o de podermos viajar sem oba-oba na bagagem.
Obviamente eu espero uma contrapartida do time pela minha mobilização e presença nas arquibancadas. A oportunidade para recebê-la acontece principalmente nos jogos fora de casa. Tivemos dois compromissos após o jogo com o São Paulo. Em um, a vitória era obrigação e foi cumprida. O outro podemos enquadrar naquela categoria de teste de fogo, porque ganhar do Sport lá vinha sendo difícil para todo mundo. Neste último os três pontos vieram com os bônus de podermos escalar um meia de ofício e de finalmente vermos um centroavante fazendo o papel de goleador do time.
Sigamos então nossa jornada, agora em casa, buscando manter a liderança. Estou começando a gostar desse negócio de pontos corridos. Mas sem oba-oba! A empolgação virá na hora certa.
Flamengo x São Paulo
Flamengo: Bruno; Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Toró (Jônatas), Cristian, Ibson e Marcinho; Diego Tardelli (Maxi Biancucchi) e Souza (Obina).Técnico: Caio Júnior.
São Paulo: Rogério Ceni; Alex Silva, André Dias e Miranda; Jancarlos (Richarlyson), Zé Luis, Joilson, Hugo e Jorge Wagner; Borges (Éder Luis) e Aloísio.Técnico: Muricy Ramalho.
Local: Maracanã
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva
Auxiliares: Altemir Hausmann e Alessandro Álvaro Rocha de Matos
Cartões amarelos: Jancarlos, Aloísio e Jorge Wagner (SÃO); Leonardo Moura (FLA)
Gols: Borges, aos 22 minutos do primeiro tempo; Ibson, aos 11 minutos, Borges, aos 16 minutos, Aloísio, aos 19 minutos e Ibson, aos 24 e Éder Luis, aos 47 minutos do segundo tempo.
Ipatinga x Flamengo
Ipatinga: Fred; Márcio Gabriel (Ricardinho), Gian, Tiago Vieira e Rodriguinho; Augusto Recife, Leandro Salino, Xaves (Léo Oliveira) e Gerson Magrão; Neto Baiano e Luciano Mandi (Adeílson).Técnico: Ricardo Drubscky.
Flamengo: Bruno, Léo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton, Cristian, Ibson, e Marcinho (Kleberson); Diego Tardelli (Renato Augusto) e Souza (Obina).Técnico: Caio Júnior
Local: Ipatingão
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio
Auxiliares: Cesar Augusto de Oliveira e Nilson Alves Carrijo
Cartões amarelos: Jaílton, Souza, Cristian e Obina (FLA); Tiago Vieira e Augusto Recife (IPA)
Gols: Juan, aos 12 minutos; Ibson, aos 21 minutos; Tiago Vieira, aos 35 minutos e Kléberson, aos 45 minutos do segundo tempo.
Sport x Flamengo
Sport: Magrão; Luisinho Netto, Igor, Gabriel e Dutra; Daniel Paulista, Everton (Sandro Goiano), Francisco Alex e Carlinhos Bala; Enílton (Juninho) e Roger (Leandro Machado)Técnico: Nelsinho Batista.
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, Ronaldo Angelim, Fábio Luciano e Juan; Jaílton, Cristian (Max), Ibson e Renato Augusto (Kléberson); Marcinho (Diego Tardeli) e ObinaTécnico: Caio Júnior
Local: Ilha do Retiro
Árbitro: Sálvio Spínola
Auxiliares: Milton Otaviano e Cleriston Barreto Rios
Cartões amarelos: Dutra, Sandro Goiano (Sport), Ibson, Jaílton, Fábio Luciano (Flamengo)
Gols: Obina, aos 9 min, Francisco Alex, aos 29 min, e Obina, aos 48 min do segundo tempo
Acho que já escrevi isso antes: os mais sensatos estão com pavor de oba-oba. Então foi assim, meio desconfiada, que a torcida foi (em número aquém do potencial) assistir o embate com o São Paulo. Rola um perigo na desconfiança: percebo que os torcedores também se sentem meio culpados pela eliminação na competição sul-americana, mesmo que de forma inconsciente, e por isso estão segurando a onda na cobrança mais incisiva. Mas ao menor sinal de fraqueza do time... Vi uma certa fúria no olhar de alguns torcedores. O jogo contra o São Paulo era para dar moral, o primeiro teste de fogo no campeonato nacional. Mas aí quem tomou conta do jogo foi o visitante. Resultado: não passamos no teste, a massa frustrou-se e o risco da instituição da impaciência surgiu com força. Derrota nunca é bom, mas ao menos esta aconteceu na última partida de uma seqüência em casa. A chance de recuperação seria dada fora de casa, longe da impaciência da torcida. E o alento a que me referi no primeiro parágrafo foi o de podermos viajar sem oba-oba na bagagem.
Obviamente eu espero uma contrapartida do time pela minha mobilização e presença nas arquibancadas. A oportunidade para recebê-la acontece principalmente nos jogos fora de casa. Tivemos dois compromissos após o jogo com o São Paulo. Em um, a vitória era obrigação e foi cumprida. O outro podemos enquadrar naquela categoria de teste de fogo, porque ganhar do Sport lá vinha sendo difícil para todo mundo. Neste último os três pontos vieram com os bônus de podermos escalar um meia de ofício e de finalmente vermos um centroavante fazendo o papel de goleador do time.
Sigamos então nossa jornada, agora em casa, buscando manter a liderança. Estou começando a gostar desse negócio de pontos corridos. Mas sem oba-oba! A empolgação virá na hora certa.
Flamengo x São Paulo
Flamengo: Bruno; Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Toró (Jônatas), Cristian, Ibson e Marcinho; Diego Tardelli (Maxi Biancucchi) e Souza (Obina).Técnico: Caio Júnior.
São Paulo: Rogério Ceni; Alex Silva, André Dias e Miranda; Jancarlos (Richarlyson), Zé Luis, Joilson, Hugo e Jorge Wagner; Borges (Éder Luis) e Aloísio.Técnico: Muricy Ramalho.
Local: Maracanã
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva
Auxiliares: Altemir Hausmann e Alessandro Álvaro Rocha de Matos
Cartões amarelos: Jancarlos, Aloísio e Jorge Wagner (SÃO); Leonardo Moura (FLA)
Gols: Borges, aos 22 minutos do primeiro tempo; Ibson, aos 11 minutos, Borges, aos 16 minutos, Aloísio, aos 19 minutos e Ibson, aos 24 e Éder Luis, aos 47 minutos do segundo tempo.
Ipatinga x Flamengo
Ipatinga: Fred; Márcio Gabriel (Ricardinho), Gian, Tiago Vieira e Rodriguinho; Augusto Recife, Leandro Salino, Xaves (Léo Oliveira) e Gerson Magrão; Neto Baiano e Luciano Mandi (Adeílson).Técnico: Ricardo Drubscky.
Flamengo: Bruno, Léo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton, Cristian, Ibson, e Marcinho (Kleberson); Diego Tardelli (Renato Augusto) e Souza (Obina).Técnico: Caio Júnior
Local: Ipatingão
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio
Auxiliares: Cesar Augusto de Oliveira e Nilson Alves Carrijo
Cartões amarelos: Jaílton, Souza, Cristian e Obina (FLA); Tiago Vieira e Augusto Recife (IPA)
Gols: Juan, aos 12 minutos; Ibson, aos 21 minutos; Tiago Vieira, aos 35 minutos e Kléberson, aos 45 minutos do segundo tempo.
Sport x Flamengo
Sport: Magrão; Luisinho Netto, Igor, Gabriel e Dutra; Daniel Paulista, Everton (Sandro Goiano), Francisco Alex e Carlinhos Bala; Enílton (Juninho) e Roger (Leandro Machado)Técnico: Nelsinho Batista.
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, Ronaldo Angelim, Fábio Luciano e Juan; Jaílton, Cristian (Max), Ibson e Renato Augusto (Kléberson); Marcinho (Diego Tardeli) e ObinaTécnico: Caio Júnior
Local: Ilha do Retiro
Árbitro: Sálvio Spínola
Auxiliares: Milton Otaviano e Cleriston Barreto Rios
Cartões amarelos: Dutra, Sandro Goiano (Sport), Ibson, Jaílton, Fábio Luciano (Flamengo)
Gols: Obina, aos 9 min, Francisco Alex, aos 29 min, e Obina, aos 48 min do segundo tempo
sábado, 14 de junho de 2008
FLAMENGO 5 X 0 FIGUEIRENSE
Não tenho o hábito de assitir jogos que não sejam do Flamengo. Só vejo partida de advewrsário direto quando está muito perto do fim do campeonato e mesmo assim dificilmente acompanho os noventa minutos. Assim, não tinha muita idéia do trabalho do Caio Jr. a partir das experiências anteriores. Não gostei muito do nome por conta de sua falta de currículo.
Ainda não é possível tirar conclusões do trabalho do treinador do ponto de vista tático e técnico, da capacidade de planejamento, etc. Mas a postura do time (e não apenas pela goleada) foi um alento, algo que há muito eu esperava. Para ser preciso, o presente dado pelo tiozão no meio da semana foi a escalação. Uma escalação pensada para o Flamengo atacar, para se impor em casa. Coisa que não víamos há muito tempo, nem com o Ney Franco, nem com o Joel. E o melhor é que o resultado foi conseqüência direta da postura do time; com um Jaílton, um Kleberson no meio, provavelmente venceríamos, mas de 1 x 0, ou 2 x 1...
Não temos um timaço, o nosso adversário era muito fraco e continuamos ressabiados e fugindo do oba-oba. Mas ao menos podemos começar a pensar em ter um time que jogue para frente, ganhe bem no Maraca e conquiste respeito para jogar fora. Só espero que não tenhamos um novo surto defensivista.
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jônatas (Kleberson), Toró (Obina), Ibson e Marcinho; Maxi Biancucchi (Éder) e Souza. Técnico: Caio Júnior
Figueirense: Wilson, Bruno Aguiar, Vinícius e Asprilla; Léo Matos (Anderson Luís), Magal, Diogo (Ramon), Cleiton Xavier, Marquinho e Rodrigo Fabri (Edu Sales); Wellington Amorim Técnico: Guilherme Macuglia
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden
Auxiliares: Paulo Ricardo Silva Conceição e Marcelo Bertanha Barison
Cartões amarelos: Juan e Marcinho (Flamengo); Léo Matos e Vinícius (Figueirense)Gols: Marcinho, aos 2 minutos, Souza, aos 36, Marcinho, aos 39 e aos 44 minutos do primeiro tempo; Souza, aos 42 minutos do segundo tempo
Ainda não é possível tirar conclusões do trabalho do treinador do ponto de vista tático e técnico, da capacidade de planejamento, etc. Mas a postura do time (e não apenas pela goleada) foi um alento, algo que há muito eu esperava. Para ser preciso, o presente dado pelo tiozão no meio da semana foi a escalação. Uma escalação pensada para o Flamengo atacar, para se impor em casa. Coisa que não víamos há muito tempo, nem com o Ney Franco, nem com o Joel. E o melhor é que o resultado foi conseqüência direta da postura do time; com um Jaílton, um Kleberson no meio, provavelmente venceríamos, mas de 1 x 0, ou 2 x 1...
Não temos um timaço, o nosso adversário era muito fraco e continuamos ressabiados e fugindo do oba-oba. Mas ao menos podemos começar a pensar em ter um time que jogue para frente, ganhe bem no Maraca e conquiste respeito para jogar fora. Só espero que não tenhamos um novo surto defensivista.
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jônatas (Kleberson), Toró (Obina), Ibson e Marcinho; Maxi Biancucchi (Éder) e Souza. Técnico: Caio Júnior
Figueirense: Wilson, Bruno Aguiar, Vinícius e Asprilla; Léo Matos (Anderson Luís), Magal, Diogo (Ramon), Cleiton Xavier, Marquinho e Rodrigo Fabri (Edu Sales); Wellington Amorim Técnico: Guilherme Macuglia
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden
Auxiliares: Paulo Ricardo Silva Conceição e Marcelo Bertanha Barison
Cartões amarelos: Juan e Marcinho (Flamengo); Léo Matos e Vinícius (Figueirense)Gols: Marcinho, aos 2 minutos, Souza, aos 36, Marcinho, aos 39 e aos 44 minutos do primeiro tempo; Souza, aos 42 minutos do segundo tempo
sexta-feira, 6 de junho de 2008
FLAMENGO 1 X 0 FLUMINENSE
Nunca a expressão "fazer o mínimo" foi tão bem aplicada. Há algo mais mínimo do que vencer os reservas do pó-de-arroz, com um golzinho de pênalti aos quarenta e dois do segundo tempo? No final, esses três pontinhos valerão tanto quanto uma vitória de goleado ou uma virada histórica a cinco minutos do fim. Portanto, enxergando pragmaticamente, o mínimo serviu para a manutenção do time na ponta da tabela e garantir uma presencinha maior da torcida no próximo jogo. É só, mas por enquanto é bastante.
Claro que não dá para entusiasmar ainda. Mas, diabos, se todo mundo o tempo todo aprende alguma coisa na vida, porque o Flamengo não poderia fazê-lo? Refiro-me a aprender a disputar campeonato de pontos corridos. Ano passado tivemos uma amostra do que poderíamos fazer se entrássemos na brigar desde cedo. Se começarmos direitinho (o começo está em curso), dá para tirar um belo proveito. Se o time vai bem, a torcida pira, enche a casa sempre. E ajuda empurrando o time. E o dinheiro entra com a arrecadação de bilheteria. É possível um time ser campeão sem que sua torcida se empolgue a ponto de lotar os estádios desde o início. Com o Mengão, isso é impensável. Não há clube que possa se beneficiar mais da conquista do campeonato brasileiro de pontos corridos do
que o Flamengo. Portanto...
No cenário atual, não dá para apontar um favoritaço no Brasileirão. Tem uma brecha, uma vaga pedindo para ser ocupada. Os últimos campeonatos foram vencidos pela força da estrutura do São Paulo, pelo Luxemburgo ou pela máfia rússsia. A máfia se foi, o São Paulo parece viver um momento de transição. O Luxemburgo ainda pode incomodar, mas não tem na mão uma equipe que assuste. Além dele, o Cruzeiro parece mais suscetível que a nossa equipe a um desmonte promovido pelos empresários e clubes europeus no meio do ano, o Inter está acéfalo, o pó-de-arroz terá o ano consumido pela Libertadores para o bem ou para o mal (torçamos para o mal!).
Enfim, o cenário é o mais favorável desde o início da era de pontos corridos. E, definitivamente, está mais do que na hora.
Fluminense: Fernando Henrique, Anderson, Sandro e Roger; Carlinhos, Fabinho, Romeu, Maurício (Alan), David (Marinho) e Dieguinho; Dodô.Técnico: Renato Gaúcho.
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jônatas (Renato Augusto), Cristian, Toró e Marcinho (Maxi Biancucchi); Diego Tardelli e Souza (Obina).Técnico: Caio Júnior.
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Ricardo Maurício Ferreira de Almeida
Cartões amarelos: Leonardo Moura, Marcinho, Souza e Toró (FLA); Dodô, Sandro, Maurício, Anderson, Fabinho e Fernando Henrique (FLU)
Cartão vermelho: Diego Tardelli
Gol: Leonardo Moura, aos 42 minutos do segundo tempo
Claro que não dá para entusiasmar ainda. Mas, diabos, se todo mundo o tempo todo aprende alguma coisa na vida, porque o Flamengo não poderia fazê-lo? Refiro-me a aprender a disputar campeonato de pontos corridos. Ano passado tivemos uma amostra do que poderíamos fazer se entrássemos na brigar desde cedo. Se começarmos direitinho (o começo está em curso), dá para tirar um belo proveito. Se o time vai bem, a torcida pira, enche a casa sempre. E ajuda empurrando o time. E o dinheiro entra com a arrecadação de bilheteria. É possível um time ser campeão sem que sua torcida se empolgue a ponto de lotar os estádios desde o início. Com o Mengão, isso é impensável. Não há clube que possa se beneficiar mais da conquista do campeonato brasileiro de pontos corridos do
que o Flamengo. Portanto...
No cenário atual, não dá para apontar um favoritaço no Brasileirão. Tem uma brecha, uma vaga pedindo para ser ocupada. Os últimos campeonatos foram vencidos pela força da estrutura do São Paulo, pelo Luxemburgo ou pela máfia rússsia. A máfia se foi, o São Paulo parece viver um momento de transição. O Luxemburgo ainda pode incomodar, mas não tem na mão uma equipe que assuste. Além dele, o Cruzeiro parece mais suscetível que a nossa equipe a um desmonte promovido pelos empresários e clubes europeus no meio do ano, o Inter está acéfalo, o pó-de-arroz terá o ano consumido pela Libertadores para o bem ou para o mal (torçamos para o mal!).
Enfim, o cenário é o mais favorável desde o início da era de pontos corridos. E, definitivamente, está mais do que na hora.
Fluminense: Fernando Henrique, Anderson, Sandro e Roger; Carlinhos, Fabinho, Romeu, Maurício (Alan), David (Marinho) e Dieguinho; Dodô.Técnico: Renato Gaúcho.
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jônatas (Renato Augusto), Cristian, Toró e Marcinho (Maxi Biancucchi); Diego Tardelli e Souza (Obina).Técnico: Caio Júnior.
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Ricardo Maurício Ferreira de Almeida
Cartões amarelos: Leonardo Moura, Marcinho, Souza e Toró (FLA); Dodô, Sandro, Maurício, Anderson, Fabinho e Fernando Henrique (FLU)
Cartão vermelho: Diego Tardelli
Gol: Leonardo Moura, aos 42 minutos do segundo tempo
domingo, 25 de maio de 2008
FLAMENGO 2 X 1 INTERNACIONAL-RS
A qualidade do jogo em si não foi animadora. Mas o resultado foi bom, muito bom. Principalmente pela novidade: já havíamos nos acostumado com um Flamengo meio fora de sintonia diante da importância de se marcar pontos em casa no início de um Brasileiro de pontos corridos. Ficou essa impressão do jogo contra o Grêmio e o primeiro tempo contra o Inter reforçou o temor de que iríamos mesmo fazer figuração por mais um ano na mais importante competição nacional. Não sou tão volúvel a ponto de acreditar que a impressão está totalmente apagada, mas pelo menos o resultado serviu como uma pequena demonstração de força, um primeiro passo para reconquistar a confiança da torcida. Em um campeonato que não demonstra contar com nenhum favorito para disparar na liderança, ainda que o Cruzeiro tenha vencido seus três primeiros jogos, uma seqüência de quatro partidas em casa, contando com o apoio maciço da torcida pode ser a oportunidade para pular na frente. Assim, é inegável que a vitória sobre o Inter foi um excelente começo da série.
Depois do sete de maio, nós flamenguistas estamos meio receosos no quesito confiança. Medo de exagerar na dose. Mas com um pouquinho de senso de oportunidade, podemos aproveitar o momento para mandar bem na competição. Pegamos um Inter com desfalques e ainda sofrendo os efeitos da eliminação na Copa do Brasil. O Santos estava envolvido com a Libertadores quando nos enfrentou, assim como estará o Fluminense. Quinze dias depois, o São Paulo, time que ainda não se achou no Brasileiro, será nosso adversário em casa. A rigor, jogo complicado nos domínios adversários neste primeiro turno, só contra o Palmeiras. O grande risco nesta história toda é ter uma debandada geral no meio do ano em função da abertura para negociações com o exterior. Porque se tiver que sair alguém, duvido que seja o Kleberson, ou o Jaílton, o Toró...
É claro que ainda precisamos melhorar o time. O do primeiro tempo foi sofrível. O Jaílton esteve pior do que o costume e, considerando os três pontos no final, talvez devamos agradecer aos céus pela sua noite inspirada, que pode assegurar o banimento do volante da equipe principal. Gostei mesmo foi de ouvir o Caio Jr. ao final dizendo que pretende dar mais qualidade ao meio-de-campo. Tomara, tomara!
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton (Jônatas), Cristian, Toró e Marcinho (Renato Augusto); Diego Tardelli e Souza (Obina). Técnico: Caio Júnior
Internacional: Renan, Jonas, Índio, Sidnei e Marcão (Gil); Danny Morais (Adriano), Ji-Paraná (Andrezinho), Ramon e Alex; Fernandão e Nilmar. Técnico: Abel Braga
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Evandro Rogério Roman
Auxiliares: Roberto Braatz e José Amilton Pontarolo
Cartões amarelos: Juan, Fábio Luciano, Cristian e Jônatas (Flamengo). Marcão e Jonas (Internacional).
Gols: Nilmar, aos 33 minutos do primeiro tempo. Marcinho, aos 5 minutos; e Souza, aos 9 minutos do segundo tempo.
Depois do sete de maio, nós flamenguistas estamos meio receosos no quesito confiança. Medo de exagerar na dose. Mas com um pouquinho de senso de oportunidade, podemos aproveitar o momento para mandar bem na competição. Pegamos um Inter com desfalques e ainda sofrendo os efeitos da eliminação na Copa do Brasil. O Santos estava envolvido com a Libertadores quando nos enfrentou, assim como estará o Fluminense. Quinze dias depois, o São Paulo, time que ainda não se achou no Brasileiro, será nosso adversário em casa. A rigor, jogo complicado nos domínios adversários neste primeiro turno, só contra o Palmeiras. O grande risco nesta história toda é ter uma debandada geral no meio do ano em função da abertura para negociações com o exterior. Porque se tiver que sair alguém, duvido que seja o Kleberson, ou o Jaílton, o Toró...
É claro que ainda precisamos melhorar o time. O do primeiro tempo foi sofrível. O Jaílton esteve pior do que o costume e, considerando os três pontos no final, talvez devamos agradecer aos céus pela sua noite inspirada, que pode assegurar o banimento do volante da equipe principal. Gostei mesmo foi de ouvir o Caio Jr. ao final dizendo que pretende dar mais qualidade ao meio-de-campo. Tomara, tomara!
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton (Jônatas), Cristian, Toró e Marcinho (Renato Augusto); Diego Tardelli e Souza (Obina). Técnico: Caio Júnior
Internacional: Renan, Jonas, Índio, Sidnei e Marcão (Gil); Danny Morais (Adriano), Ji-Paraná (Andrezinho), Ramon e Alex; Fernandão e Nilmar. Técnico: Abel Braga
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Evandro Rogério Roman
Auxiliares: Roberto Braatz e José Amilton Pontarolo
Cartões amarelos: Juan, Fábio Luciano, Cristian e Jônatas (Flamengo). Marcão e Jonas (Internacional).
Gols: Nilmar, aos 33 minutos do primeiro tempo. Marcinho, aos 5 minutos; e Souza, aos 9 minutos do segundo tempo.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
GRÊMIO 0 X 0 FLAMENGO
Será que estou exagerando? Vi uma porção de gente satisfeita com o empate com o Grêmio no último domingo. Técnico, jogadores, dirigentes. Imprensa. Será que estou sendo precipitado? Porque para mim o empate foi desanimador.
O São Paulo fez setenta e sete pontos no último Brasileirão. Se empatasse todos os jogos fora e ganhasse todos em casa, conquistaria setenta e seis. O que leva um time a achar que na segunda rodada do campeonato um empate fora é bom resultado? Para mim, a resposta é ambição miúda.
Estou meio de saco cheio com o clima de passar-mão-na-cabeça que impera no Flamengo. Agora nenhum jogador é barrado: sente um lesão misteriosa e dá o lugar para um companheiro da reserva. Mentirinhas para preservar o atleta. Enquanto isso, o time vai fazendo experiências com o elenco em pleno mês de maio e as decisões mais duras vão sendo adiadas para o futuro. E aí talvez o futuro seja muito tarde. A primeira coisa que eu esperava do treinador novo do Flamengo é que escalasse bem. E a segunda, que tivesse personalidade. Esta última me parece prejudicada, pois o sujeito faz o estilo bom-moço demais.
Por que o empate com o Grêmio, repito, na segunda rodada!, pode ser considerado um bom resultado? Levando em conta que o time gaúcho está longe de ser candidato ao título, a única conclusão que eu chego é que o Flamengo não quer ver seu nome na cédula. Mas talvez eu esteja ansioso demais.
Grêmio: Victor; Paulo Sérgio, Léo, Pereira e Hélder; Réver, Eduardo Costa, Rafael Carioca e Roger (Jonas); Soares (Rodrigo Mendes) e Perea (Makelele) Técnico: Celso Roth
Flamengo: Bruno; Fábio Luciano, Jaílton e Ronaldo Angelim; Leonardo Moura, Toró, Kléberson (Renato Augusto), Ibson e Juan; Diego Tardelli (Cristian) e Marcinho (Maxi Biancucchi) Técnico: Caio Júnior
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Árbitro: Wilson Luiz Seneme
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Giovani Cesar Canzian
Cartões amarelos: Fábio Luciano, Bruno (Flamengo); Léo, Réver, Hélder (Grêmio)
O São Paulo fez setenta e sete pontos no último Brasileirão. Se empatasse todos os jogos fora e ganhasse todos em casa, conquistaria setenta e seis. O que leva um time a achar que na segunda rodada do campeonato um empate fora é bom resultado? Para mim, a resposta é ambição miúda.
Estou meio de saco cheio com o clima de passar-mão-na-cabeça que impera no Flamengo. Agora nenhum jogador é barrado: sente um lesão misteriosa e dá o lugar para um companheiro da reserva. Mentirinhas para preservar o atleta. Enquanto isso, o time vai fazendo experiências com o elenco em pleno mês de maio e as decisões mais duras vão sendo adiadas para o futuro. E aí talvez o futuro seja muito tarde. A primeira coisa que eu esperava do treinador novo do Flamengo é que escalasse bem. E a segunda, que tivesse personalidade. Esta última me parece prejudicada, pois o sujeito faz o estilo bom-moço demais.
Por que o empate com o Grêmio, repito, na segunda rodada!, pode ser considerado um bom resultado? Levando em conta que o time gaúcho está longe de ser candidato ao título, a única conclusão que eu chego é que o Flamengo não quer ver seu nome na cédula. Mas talvez eu esteja ansioso demais.
Grêmio: Victor; Paulo Sérgio, Léo, Pereira e Hélder; Réver, Eduardo Costa, Rafael Carioca e Roger (Jonas); Soares (Rodrigo Mendes) e Perea (Makelele) Técnico: Celso Roth
Flamengo: Bruno; Fábio Luciano, Jaílton e Ronaldo Angelim; Leonardo Moura, Toró, Kléberson (Renato Augusto), Ibson e Juan; Diego Tardelli (Cristian) e Marcinho (Maxi Biancucchi) Técnico: Caio Júnior
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Árbitro: Wilson Luiz Seneme
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Giovani Cesar Canzian
Cartões amarelos: Fábio Luciano, Bruno (Flamengo); Léo, Réver, Hélder (Grêmio)
sábado, 17 de maio de 2008
COMEÇAR DE NOVO
Quase um mês sem atualização do blog. A resenha esteve em silêncio durante a série de acontecimentos das últimas semanas rubro-negras. Tivemos gol de falta do Bruno, atuação empolgante no México, duas vitórias sobre o Botafogo, a segunda um chocolate que valeu o título, esperança renovada de uma bela campanha na Libertadores, a tragédia de 07 de maio. A maior porrada da nossa história. Acabei não conseguindo atualizar os textos em tempo hábil, pois a gangorra de emoções modificava o olhar sobre o jogo anterior, os efeitos das partidas no ânimo eram retraduzidos a partir do que ocorresse em seguida. Isso acontece no futebol, e nunca foi tão verdadeiro como no 07 de maio.
Ao meu ver, tudo perdeu sentido após aquele jogo. Não só o título estadual e a primeira fase da Libertadores, mas também todo o ano passado. A estatística vai informar que temos 30 títulos estaduais, que em 2008 atingimos na contagem de taças da peleja doméstica o Fluminense, clube que possuía a vantagem de largar bem na frente. Na prática, pouco importa. Alcançar os esquisitos coloridos era só questão de tempo, assim como será ultrapassá-los. Queríamos a América. Assim, também foram em vão os nossos esforços na brilhante arrancada do ano passado para nos classificarmos na Libertadores, inspirados na bela e amarga vitória nas oitavas da última edição da competição continental, na qual nos faltou apenas um gol para manter o sonho aceso. Lutamos muito para ao fim protagonizarmos um fiasco.
Foi um baque. Se hoje estou reagindo melhor, é um pouco em função da postura de nossos rivais mais diretos. Botafoguenses e vascaínos, em gesto absolutamente patético, festejaram e agradeceram aos céus pela vitória dos mexicanos, extrapolando os limites da mera felicidade com a desgraça do adversário tradicional, como se sentindo vingados (?) pelas constantes pancadas que vêm recebendo do Mengão. Já os tricolores foram mais comedidos, receosos, considerando que ainda disputam a mesma competição da qual fomos eliminados. Igualmente medíocre. Chego à conclusão que precisamos enxergar os erros, mas remoer internamente a nossa tristeza, mantendo a nossa marra, que para o torcedor nunca foi malefício, para não correr o risco de nos entregarmos a miudezas como é do feitio de nossos rivais.
E assim, nós torcedores começamos o Brasileiro, ainda sob o signo da derrota vergonhosa, buscando juntar os cacos. O time teve uma primeira vitória contra um Santos de reservas no Maraca vazio, ainda pouco para nos convencer. As lições que o Flamengo precisa tirar da tragédia são muitas, e eu, como bom torcedor ansioso, já me preocupo com os sinais de que isto não está acontecendo. Em primeiro lugar, me preocupa a condenscendência geral. A diretoria, principal responsável pelo clima de oba-oba, não tem autoridade para cobrar os jogadores pelas conseqüências daquele desastre, ainda mais com salários atrasados. Assim, qualquer processo de avaliação da efetividade de alguns dos atletas que vinham jogando ficou em suspenso, para não parecer caça às bruxas. Ou seja, jogadores que sucessivamente vinham demonstrando que não mereciam vaga no time titular por incapacidade de resposta ganharam uma sobrevida, como é o caso de Kleberson, Jaílton e Leonardo. Foram premiados pelo fiasco. Para completar o quadro, temos um técnico que não demonstra ter personalidade, e adota a política de fazer média e de dar valor ao trabalho que vinha sendo feito. Um dos piores efeitos da derrota contra o América do México foi que esta, por ter sido tão bizarra, mascarou o fato de que havia, sim, algo errado no trabalho que vinha sendo desenvolvido!
Enfim, meus sentimentos podem ser apenas efeito da neurose de torcedor, talvez eu esteja sendo precipitado. Mas avalio que para recuperar o nosso ano ainda nesta temporada, só ganhando o Brasileiro. E para isso, não confio no Tiozão, nem na diretoria. O diabo é que elenco nós até temos para isso...
Em breve, as fichas dos últimos jogos atualizadas neste espaço.
Ao meu ver, tudo perdeu sentido após aquele jogo. Não só o título estadual e a primeira fase da Libertadores, mas também todo o ano passado. A estatística vai informar que temos 30 títulos estaduais, que em 2008 atingimos na contagem de taças da peleja doméstica o Fluminense, clube que possuía a vantagem de largar bem na frente. Na prática, pouco importa. Alcançar os esquisitos coloridos era só questão de tempo, assim como será ultrapassá-los. Queríamos a América. Assim, também foram em vão os nossos esforços na brilhante arrancada do ano passado para nos classificarmos na Libertadores, inspirados na bela e amarga vitória nas oitavas da última edição da competição continental, na qual nos faltou apenas um gol para manter o sonho aceso. Lutamos muito para ao fim protagonizarmos um fiasco.
Foi um baque. Se hoje estou reagindo melhor, é um pouco em função da postura de nossos rivais mais diretos. Botafoguenses e vascaínos, em gesto absolutamente patético, festejaram e agradeceram aos céus pela vitória dos mexicanos, extrapolando os limites da mera felicidade com a desgraça do adversário tradicional, como se sentindo vingados (?) pelas constantes pancadas que vêm recebendo do Mengão. Já os tricolores foram mais comedidos, receosos, considerando que ainda disputam a mesma competição da qual fomos eliminados. Igualmente medíocre. Chego à conclusão que precisamos enxergar os erros, mas remoer internamente a nossa tristeza, mantendo a nossa marra, que para o torcedor nunca foi malefício, para não correr o risco de nos entregarmos a miudezas como é do feitio de nossos rivais.
E assim, nós torcedores começamos o Brasileiro, ainda sob o signo da derrota vergonhosa, buscando juntar os cacos. O time teve uma primeira vitória contra um Santos de reservas no Maraca vazio, ainda pouco para nos convencer. As lições que o Flamengo precisa tirar da tragédia são muitas, e eu, como bom torcedor ansioso, já me preocupo com os sinais de que isto não está acontecendo. Em primeiro lugar, me preocupa a condenscendência geral. A diretoria, principal responsável pelo clima de oba-oba, não tem autoridade para cobrar os jogadores pelas conseqüências daquele desastre, ainda mais com salários atrasados. Assim, qualquer processo de avaliação da efetividade de alguns dos atletas que vinham jogando ficou em suspenso, para não parecer caça às bruxas. Ou seja, jogadores que sucessivamente vinham demonstrando que não mereciam vaga no time titular por incapacidade de resposta ganharam uma sobrevida, como é o caso de Kleberson, Jaílton e Leonardo. Foram premiados pelo fiasco. Para completar o quadro, temos um técnico que não demonstra ter personalidade, e adota a política de fazer média e de dar valor ao trabalho que vinha sendo feito. Um dos piores efeitos da derrota contra o América do México foi que esta, por ter sido tão bizarra, mascarou o fato de que havia, sim, algo errado no trabalho que vinha sendo desenvolvido!
Enfim, meus sentimentos podem ser apenas efeito da neurose de torcedor, talvez eu esteja sendo precipitado. Mas avalio que para recuperar o nosso ano ainda nesta temporada, só ganhando o Brasileiro. E para isso, não confio no Tiozão, nem na diretoria. O diabo é que elenco nós até temos para isso...
Em breve, as fichas dos últimos jogos atualizadas neste espaço.
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