Tudo caminhando para a confirmação da classificação do Flamengo em primeiro lugar, não há muitos motivos para se deslocar ao Maraca no esdrúxulo horário das sete e meia para assistir mais uma partida contra um fracote. Muitos satanizam o Brasileirão de pontos corridos pela existência de jogos que não valem nada objetivamente. Isso depende muito do papel que o time do sujeito desempenha no campeonato com aquela fórmula. No caso do Estadual com seu atual formato e contando com equipes pequenas muito frágeis, como já foi repetido aqui em outras ocasiões, o desinteresse pode ser bem maior, beirando o absoluto nesta fase final de classificação do primeiro turno.
Preparado para ignorar a partida e deixar para conferir o resultado ao final, dei uma checada no noticiário esportivo, para atualizar as informações que negligenciei nos dias das festas de momo. Vi que o Flamengo promoveria algumas estréias: Rodrigo e Kleberson iriam sair jogando pela primeira vez, enquanto Diego Tardelli finalmente vestiria o manto sagrado em jogo valendo três pontos. Não, não resolvi ir ao Maracanã por causa disso, mas confesso que tive vontade, quase ignorando toda a ponderação apresentada no primeiro parágrafo. O lance é o seguinte: o tipo de pessoa que torce como eu tem necessidade de sentir que o que está acontecendo em campo não escapa ao seu controle. Se vai haver uma mudança no time e se há risco de que esta mudança seja permanente, ou seja, se um dos caras que entra ganha a posição de titular, eu preciso saber porque isso aconteceu. De certa forma, dar um aval. Não quero ser surpreendido. Assim, sempre que há um fato novo, eu me sinto tentado a ir conferir as conseqüências.
Ainda assim, nem assisti a partida. Fiquei acompanhando em consultas esporádicas à internet. Antigamente, quando não era possível ver um jogo na televisão, tinha o rádio. A tela do computador supre, diferente do rádio, a necessidade de respotas visuais: os lances importantes, pouco depois de descritos, podem ser assistidos em vídeos carregados nos sites. Porém a internet, ou melhor, o resumo do jogo em melhores momentos, te dá uma falsa idéia sobre o desempenho do time. Acreditei, vendo os lances, por exemplo, que o Luisinho finalmente havia jogado bem. E aí que entra o jornal do dia seguinte com as notas para as atuações. Pelo que entendi, o jogo foi mais ou menos; Tardelli ficou na média; Luisinho, a mesma porcaria de sempre; Souza, mais uma vez esteve bem, mas gol que é bom...; e o Kleberson foi mal e nesse eu não levo fé nenhuma. E se é pra falar de avaliações tardias, a da contusão do Rodrigo trouxe uma notícia ruim para caramba...
Flamengo: Bruno, Luisinho, Rodrigo (Rodrigo Arroz), Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton, Jônatas, Ibson e Kléberson (Marcinho); Diego Tardelli (Obina) e Souza. Técnico: Joel Santana
Volta Rendonda: Edinho, Júlio Cezar, Aílson (Vinícius), Alemão e Hamilton (Marcinho); Alexandre, Butti, Leandro Sena (Lecheva) e Glauber; Léo Guerra e Fábio. Técnico: Alexandre Gama
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Pathrice Wallace Correia Maia
Auxiliares: Marcos Tadeu Peniche Nunes e Lennart da Silva Novaes Neto
Cartões amarelos: Luizinho, Diego Tardelli, Rodrigo Arroz, Bruno, Souza e Ibson (Flamengo). Julio Cezar e Glauber (Volta Redonda).
Gols: Juan, aos 2 minutos; Diego Tardelli, aos 24 minutos; e Glauber, aos 44 minutos do primeiro tempo.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
AMÉRICA 0 X 4 FLAMENGO
O Flamengo foi jogar no Engenhão. Como estava viajando, não pude conhecer o estádio construído pela Prefeitura para o Pan e que depois foi cedido para o Botafogo manter bem limpinho, já que sua torcida (?) pouco o freqüenta. Não chegou a ser um público exuberante, mas as 15 mil e tantas pessoas me pareceram pela televisão compor uma audiência bem maior do que a que costuma a comparecer nos jogos da sofrida equipe de General Severiano, também de acordo com o que vejo na telinha.
O Flamengo até que jogou bem, mas o gol não saía. O time pareceu estranhamente cansado. Estranhamente porque o preparador físico andou enaltecendo sua pré-temporada e estávamos no quinto jogo do ano, embora o ritmo seja de maratona. De qualquer forma, é apenas um início de maratona, e vê se algum queniano bota os bofes para fora logo no segundo quilômetro da prova... Acabou que esse cansaço resultou na falta de poder de conclusão e um golzinho legítimo ainda nos foi surrupiado pelo bandeirinha bundão que deu impedimento absurdo em uma cabeçada do Souza.
Nada de gol até os 30 do segundo tempo. Eis que surge Obina! O Obina meteu três. Não foi nada heróico, pois o América tem um time sem-vergonha que tem sido a chacota do nosso grupo no Estadual e abriu totalmente a guarda depois do primeiro direto certeiro, mas é bom ver o Anjo Negro proporcionando a alegria de uma tarde rubro-negra com gols de tudo que é jeito. Obina é daqueles jogadores carismáticos que caem nas graças da torcida, da imprensa, das tias que não entendem de futebol mas de vez em quando batem o olho na televisão e perguntam quem são as principais figuras... Até mesmo os pobres-diabos que não torcem pelo Flamengo nutrem uma simpatia pelo baiano. E o mais maneiro é que o cara não é um típico marqueteiro, é um sujeito simples e até um pouco tímido. O roteiro perfeito para a passagem do Obina no Flamengo é ele permanecer entrando no segundo tempo, meter uns gols importantíssimos (quem sabe o do título da Libertadores?) e ser vendido para o exterior por um valor muito maior do que o que ele efetivamente vale. Assim, o mito prevalecerá.
América: Fábio Carvalho; Bruno Carvalho, Marcio Abraão, Cléberson (Cleiton) e Maciel; Válber, Jefinho, Everton (Messias) e Élvis; Eraldo (Marco) e Lourival. Técnico: Gaúcho
Flamengo: Bruno; Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton (Maxi Biancucchi), Jônatas, Ibson e Toró; Marcinho (Obina) e Souza (Rodrigo). Técnico: Joel Santana
Local: Engenhão/RJ
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá
Auxiliares: Ronaldo Cristino Kenupp e Vinícius da Vitória Nascimento
Cartões Amarelos: Everton, Jefinho, Elvis e Maciel (América); Toró e Fábio Luciano (Flamengo). Cartões Vermelhos: Jefinho e Elvis (América); Fábio Luciano (Flamengo)
Gols: Obina, aos 30, 43 e 44, e Juan, aos 37 minutos do segundo tempo.
O Flamengo até que jogou bem, mas o gol não saía. O time pareceu estranhamente cansado. Estranhamente porque o preparador físico andou enaltecendo sua pré-temporada e estávamos no quinto jogo do ano, embora o ritmo seja de maratona. De qualquer forma, é apenas um início de maratona, e vê se algum queniano bota os bofes para fora logo no segundo quilômetro da prova... Acabou que esse cansaço resultou na falta de poder de conclusão e um golzinho legítimo ainda nos foi surrupiado pelo bandeirinha bundão que deu impedimento absurdo em uma cabeçada do Souza.
Nada de gol até os 30 do segundo tempo. Eis que surge Obina! O Obina meteu três. Não foi nada heróico, pois o América tem um time sem-vergonha que tem sido a chacota do nosso grupo no Estadual e abriu totalmente a guarda depois do primeiro direto certeiro, mas é bom ver o Anjo Negro proporcionando a alegria de uma tarde rubro-negra com gols de tudo que é jeito. Obina é daqueles jogadores carismáticos que caem nas graças da torcida, da imprensa, das tias que não entendem de futebol mas de vez em quando batem o olho na televisão e perguntam quem são as principais figuras... Até mesmo os pobres-diabos que não torcem pelo Flamengo nutrem uma simpatia pelo baiano. E o mais maneiro é que o cara não é um típico marqueteiro, é um sujeito simples e até um pouco tímido. O roteiro perfeito para a passagem do Obina no Flamengo é ele permanecer entrando no segundo tempo, meter uns gols importantíssimos (quem sabe o do título da Libertadores?) e ser vendido para o exterior por um valor muito maior do que o que ele efetivamente vale. Assim, o mito prevalecerá.
América: Fábio Carvalho; Bruno Carvalho, Marcio Abraão, Cléberson (Cleiton) e Maciel; Válber, Jefinho, Everton (Messias) e Élvis; Eraldo (Marco) e Lourival. Técnico: Gaúcho
Flamengo: Bruno; Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton (Maxi Biancucchi), Jônatas, Ibson e Toró; Marcinho (Obina) e Souza (Rodrigo). Técnico: Joel Santana
Local: Engenhão/RJ
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá
Auxiliares: Ronaldo Cristino Kenupp e Vinícius da Vitória Nascimento
Cartões Amarelos: Everton, Jefinho, Elvis e Maciel (América); Toró e Fábio Luciano (Flamengo). Cartões Vermelhos: Jefinho e Elvis (América); Fábio Luciano (Flamengo)
Gols: Obina, aos 30, 43 e 44, e Juan, aos 37 minutos do segundo tempo.
FLAMENGO 1 X 0 MACAÉ
Foi só elogiar! O Flamengo fez um jogo bem ruinzinho contra o Macaé. A partida não chegou a ter grandes cargas de dramaticidade pois o nosso gol saiu logo no início, mas rolou um certo incômodo com os macaenses rondando a nossa área. E rolou, mais ainda, aborrecimento. Caiu a ficha de que o time do Flamengo pode aborrecer bastante. Como o texto está bem atrasado e o sentimento já se dissipou, vou ser bem sucinto nas minhas conclusões. Primeiro: em partidas como esta dá para ver tranqüilamente que nos falta um craque. Alguém capaz de nos provocar a sensação de que acabará a qualquer momento com todo aquele marasmo. Segundo: eles não tiveram propriamente culpa de nada, um até se salvou no meio-campo e o outro fez o único gol da partida, mas enquanto tivermos Toró e Jaílton de titulares absolutos, não dá para acreditar que temos um grande time!
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton Jônatas (Kléberson), Ibson e Toró; Marcinho (Obina) e Souza. Técnico: Joel Santana
Macaé: Cássio, Mário César, André, Souza (Lima) e Bill (Tiano); André Gomes, Wallace, Steve e Wallacer; Zada (Geraldo) e Jones. Técnico: Tita
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Djalma José Beltrami
Auxiliares: Beival do Nascimento e Rodrigo Jóia
Cartões amarelos: Toró (Flamengo). Zada e André (Macaé).
Gol: Toró, aos 6 minutos do primeiro tempo.
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton Jônatas (Kléberson), Ibson e Toró; Marcinho (Obina) e Souza. Técnico: Joel Santana
Macaé: Cássio, Mário César, André, Souza (Lima) e Bill (Tiano); André Gomes, Wallace, Steve e Wallacer; Zada (Geraldo) e Jones. Técnico: Tita
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Djalma José Beltrami
Auxiliares: Beival do Nascimento e Rodrigo Jóia
Cartões amarelos: Toró (Flamengo). Zada e André (Macaé).
Gol: Toró, aos 6 minutos do primeiro tempo.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
FLAMENGO 5 X 1 DUQUE DE CAXIAS
Não chegou a ser o massacre anunciado no primeiro tempo. Mas o Flamengo demonstrou contra o Duque de Caxias o mínimo que se espera de um time grande contra um nanico: autoridade. Se o adversário é freqüentador eventual da primeira divisão carioca (este no caso é estreante), que já não é grandes coisas, se não tem títulos, se monta times de aluguel para passar o verão no Rio e não tem o que fazer no segundo semestre, tem que bagunçar, sacudir, dar surra mesmo. O papel do time é oferecer um espetáculo quase de circo, para ser acompanhado por nós arquibaldos tranqüilamente entre goles de cerveja, sem preocupação. Achei meio patético quando um cara do meu lado ficou irado com o gol do Duque, que já levava de cinco. Uma partida como esta não merece emoções mais elevadas. Nada de apreensão, fúria ou megalomania. Apenas a serenidade de assitir um treino sabendo que tudo está em seu lugar.
É isso, a palavra é adequação. Assim como não é certo brigar para não cair no Brasileiro, não é adequado o Flamengo deixar de ganhar fácil de um timeco do Estadual. Em 2005 (o mais tenebroso de meus 30 anos rubro-negros) parece que tínhamos esquecido isso. Começamos levando de 3 x 0 do Olaria em pleno Maraca. Por isso, mais um ponto para o time do Joel, que vem devolvendo um pouquinho da tradição e do orgulho do Mengão em campo.
Agora, só uma pergunta: como o Fluminense pode sofrer para ganhar de uma baranga destas?
Flamengo: Bruno; Leonardo Moura, Fabio Luciano (Rodrigo), Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton, Jônatas, Toró e Ibson; Marcinho (Maxi Biancucchi) e Souza (Obina). Técnico: Joel Santana
Duque de Caxias: Fernando, Eduardo, Alessandro, Daniel (Gustavo) e Alan; Silva, Marcelo Cardoso (Gavião), Renatinho e Djair; Madson e Viola (Adenis). Técnico: Manoel Neto
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Auxiliares: Marco Aurelio dos Santos Pessanha e Paulo Sérgio Durães Fernandes
Cartões Amarelos: Marcelo Cardoso, Eduardo, Silva, Djair, Madson, Daniel, Gustavo e Gavião (CAXIAS); Marcinho e Fabio Luciano (FLA)
Gols: Marcinho, aos 20 minutos, Ibson, aos 29 minutos, Leonardo Moura, aos 35 minutos e Souza, aos 43 minutos do primeiro tempo; Ibson, aos 4 minutos e Eduardo, aos 37 minutos do segundo tempo
É isso, a palavra é adequação. Assim como não é certo brigar para não cair no Brasileiro, não é adequado o Flamengo deixar de ganhar fácil de um timeco do Estadual. Em 2005 (o mais tenebroso de meus 30 anos rubro-negros) parece que tínhamos esquecido isso. Começamos levando de 3 x 0 do Olaria em pleno Maraca. Por isso, mais um ponto para o time do Joel, que vem devolvendo um pouquinho da tradição e do orgulho do Mengão em campo.
Agora, só uma pergunta: como o Fluminense pode sofrer para ganhar de uma baranga destas?
Flamengo: Bruno; Leonardo Moura, Fabio Luciano (Rodrigo), Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton, Jônatas, Toró e Ibson; Marcinho (Maxi Biancucchi) e Souza (Obina). Técnico: Joel Santana
Duque de Caxias: Fernando, Eduardo, Alessandro, Daniel (Gustavo) e Alan; Silva, Marcelo Cardoso (Gavião), Renatinho e Djair; Madson e Viola (Adenis). Técnico: Manoel Neto
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Auxiliares: Marco Aurelio dos Santos Pessanha e Paulo Sérgio Durães Fernandes
Cartões Amarelos: Marcelo Cardoso, Eduardo, Silva, Djair, Madson, Daniel, Gustavo e Gavião (CAXIAS); Marcinho e Fabio Luciano (FLA)
Gols: Marcinho, aos 20 minutos, Ibson, aos 29 minutos, Leonardo Moura, aos 35 minutos e Souza, aos 43 minutos do primeiro tempo; Ibson, aos 4 minutos e Eduardo, aos 37 minutos do segundo tempo
sábado, 26 de janeiro de 2008
FLAMENGO 4 X 1 CARDOSO MOREIRA
Tem aquela história do copo meio cheio ou meio vazio. O jogo às sete e meia é bom se está tudo tranquilo no trabalho e dá para sair a tempo. E é bom também se a partida não tem muito apelo, pois se for preciso comprar o ingresso na hora e houver muita procura, o horário aperta. O copo estava meio cheio, público mínimo, volta pra casa tranqüila, mais cedo que o costume.
Mesmo assim, a organização para um jogo no Maracanã sempre arruma um jeito de te irritar. Anunciam que os ingressos estão sendo vendidos em três bilheterias, sem deixar claro que meia-entrada só se compraria na oito. Muitos guichês abertos, mas você tem que fazer um uni-duni-tê para saber onde vende cadeira ou arquibancada, pois não há identificação alguma. Ao lado de muitos PMs na rampa do metrô e ao redor das bilheterias, cambistas oferecem ingressos de meia-entrada por 83% do preço da inteira. Observando a quantidade de cambistas presentes e o potencial risco de prejuízo para estes empreendedores informais face à pequena presença do púiblico no estádio, não é preciso ser muito inteligente para concluir que os bilhetes são consignados e os não vendidos voltam para a bilheteria, contabilizados como encalhe. Se nem um esqueminha prosaico destes, escancarado abaixo do nariz de quem quiser ver, é resolvido, o que podemos imaginar das putarias nababescas que pipocam todos os dias nas altas esferas de governo?
Voltando à partida, é bom o Mengão poder fazer seus treinos no Maracanã, para ir se adaptando mais ao campo até começarem os jogos de verdade. Como bem lembrou meu amigo Jean, o nível dos pequenos no Estadual deste ano parece ter caído. Assim, vai demorar um pouco para esquentar. É bom que dá tempo de arrumar o time, colocar os reforços para jogar. O Joel parece ter abolido de vez o segundo atacante do time, escalando o Marcinho na frente (copo meio vazio). Menos mal que ele não optou por manter o Cristian e entrar com o Jonatas na vaga deixada por Renato Augusto (copo meio cheio), opção que eu julgava muito provável por se tratar do Natalino. Nada contra o Cristian, que para mim deveria ser mantido, saindo o Jailton. O que aborrece é que o Maxi parece definitivamente preterido, justo ele que é o único atacante de ofício que joga pelos lados que está em condições de jogo no atual elenco. O Souza, que vem jogando muito e ontem fez um gol numa arrancada que parecia de Winning Eleven, continua isolado na frente. Por outro lado, nosso laterais continuam marcando presença constante no ataque, vindo de trás para dar mais opções para botar a bola no gol, como aconteceu ontem. Enfim, não está ruim, longe disso, mas a escalação pode (e deve) melhorar. Aguardemos as estréias em prestações.
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton (Obina), Jônatas, Toró e Ibson (Rodrigo); Marcinho e Souza (Maxi Biancucchi). Técnico: Joel Santana
Cardoso Moreira: Macula, Caboclo, Paulo Roberto e Ernandes; Neném, Índio, Rincón, Bruno Rafael (Rodrigo) e Germano; Léo Santos (Eliomar) e Wagner Carioca (Fábio Tosca). Técnico: Charles Guerreiro
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues e João Luiz Coelho
Cartões amarelos: Jônatas, Juan, Souza e Fábio Luciano (Flamengo). Rincón, Neném e Germano (Cardoso Moreira).Cartão vermelho: Ernandes, aos 26 minutos do primeiro tempo (Cardoso Moreira).
Gols: Ibson, aos 21 minutos; e Souza, aos 45 minutos do primeiro tempo. Wagner Carioca, aos 9 minutos; Juan, aos 22 minutos; e Leonardo Moura, aos 36 minutos do segundo tempo.
Mesmo assim, a organização para um jogo no Maracanã sempre arruma um jeito de te irritar. Anunciam que os ingressos estão sendo vendidos em três bilheterias, sem deixar claro que meia-entrada só se compraria na oito. Muitos guichês abertos, mas você tem que fazer um uni-duni-tê para saber onde vende cadeira ou arquibancada, pois não há identificação alguma. Ao lado de muitos PMs na rampa do metrô e ao redor das bilheterias, cambistas oferecem ingressos de meia-entrada por 83% do preço da inteira. Observando a quantidade de cambistas presentes e o potencial risco de prejuízo para estes empreendedores informais face à pequena presença do púiblico no estádio, não é preciso ser muito inteligente para concluir que os bilhetes são consignados e os não vendidos voltam para a bilheteria, contabilizados como encalhe. Se nem um esqueminha prosaico destes, escancarado abaixo do nariz de quem quiser ver, é resolvido, o que podemos imaginar das putarias nababescas que pipocam todos os dias nas altas esferas de governo?
Voltando à partida, é bom o Mengão poder fazer seus treinos no Maracanã, para ir se adaptando mais ao campo até começarem os jogos de verdade. Como bem lembrou meu amigo Jean, o nível dos pequenos no Estadual deste ano parece ter caído. Assim, vai demorar um pouco para esquentar. É bom que dá tempo de arrumar o time, colocar os reforços para jogar. O Joel parece ter abolido de vez o segundo atacante do time, escalando o Marcinho na frente (copo meio vazio). Menos mal que ele não optou por manter o Cristian e entrar com o Jonatas na vaga deixada por Renato Augusto (copo meio cheio), opção que eu julgava muito provável por se tratar do Natalino. Nada contra o Cristian, que para mim deveria ser mantido, saindo o Jailton. O que aborrece é que o Maxi parece definitivamente preterido, justo ele que é o único atacante de ofício que joga pelos lados que está em condições de jogo no atual elenco. O Souza, que vem jogando muito e ontem fez um gol numa arrancada que parecia de Winning Eleven, continua isolado na frente. Por outro lado, nosso laterais continuam marcando presença constante no ataque, vindo de trás para dar mais opções para botar a bola no gol, como aconteceu ontem. Enfim, não está ruim, longe disso, mas a escalação pode (e deve) melhorar. Aguardemos as estréias em prestações.
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton (Obina), Jônatas, Toró e Ibson (Rodrigo); Marcinho e Souza (Maxi Biancucchi). Técnico: Joel Santana
Cardoso Moreira: Macula, Caboclo, Paulo Roberto e Ernandes; Neném, Índio, Rincón, Bruno Rafael (Rodrigo) e Germano; Léo Santos (Eliomar) e Wagner Carioca (Fábio Tosca). Técnico: Charles Guerreiro
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues e João Luiz Coelho
Cartões amarelos: Jônatas, Juan, Souza e Fábio Luciano (Flamengo). Rincón, Neném e Germano (Cardoso Moreira).Cartão vermelho: Ernandes, aos 26 minutos do primeiro tempo (Cardoso Moreira).
Gols: Ibson, aos 21 minutos; e Souza, aos 45 minutos do primeiro tempo. Wagner Carioca, aos 9 minutos; Juan, aos 22 minutos; e Leonardo Moura, aos 36 minutos do segundo tempo.
domingo, 20 de janeiro de 2008
FLAMENGO 2 X 0 BOAVISTA
Estréias de temporada sempre me provocaram muita ansiedade. Se o ano anterior foi bom, o entusiasmo é mantido durante o período de férias até a volta aos gramados. Se foi ruim, o primeiro jogo do ano novo é sempre esperança de um recomeço, de um agora-vai. Já aconteceu também de o time do Flamengo terminar uma temporada capenga, perder jogadores e contratar reforços inexpressivos para ocupar as lacunas no elenco; nesse caso, a estréia é momento de apreensão, de expectativa da confirmação dos pesadelos macabros.
Eu certamente iria ao jogo hoje se não tivesse um compromisso. O mais curioso é que não fui e não sofri por isso. O jogo de estréia do Flamengo em 2008 não me tirou muito do sério. O fato é que o campeonato carioca está inchado, com muitas partidas, todas no Maracanã. Dá a impressão que vai demorar a "pegar". Além disso, o ingresso tá caro. E, acredito que seja a maior razão do meu desinteresse, hoje não havia um time "novo" para atrair a minha curiosidade. Os reforços não foram regularizados e o time que entrou em campo era o mesmíssimo que terminou o Brasileirão. Enfim, o jogo não teve aquele apelo para mim.
Na hora da partida, meu olhar na tevê foi quase de supervisão, uma ronda de quinze em quinze minutos para ver o que estava acontecendo. Quando me detive para assistir o primeiro tempo que já avançava para sua segunda metade, vi um jogo aborrecido, sem graça e em ritmo de treino. Sei lá se foi assim mesmo, mas o que vi serviu para atravessar o intervalo e mais uns minutos ocupado com outras coisas. Não soube bem o que aconteceu com o Renato Augusto quando cheguei para ver o Marcinho em campo participando da jogada do primeiro gol. Surgiram então motivos para me acordar e chamar a minha atenção para o fato de que uma temporada do Flamengo estava se iniciando: a preocupação com a lesão de um jogador e a estréia de um reforço. Quanto ao Marcinho, inexplicavelmente, já que nunca prestei atenção em suas atuações no Atlético, levo fé neste jogador. Puro chute, mas gostei de ter visto um belo gol que ele marcou num destes amistosos na Granja durante a pré-temporada e passei a achar que ele vai se dar bem neste elenco. Já o caso do Renato Augusto incomoda pois parece que tudo conspira para que ele não emplaque. Até agora não li as notícias sobre a gravidade da lesão.
Fim das contas: resultado bom, começo tranqüilo. Sei que meu interesse aumentará, no próximo jogo possivelmente estarei lá. Mas espero que as novidades em campo apareçam logo e principalmente que role uma promoção, tipo passaporte, pois com os preços dos ingressos vai ser foda até mesmo para um torcedor obcecado como eu marcar presença duas vezes por semana no Maraca.
Flamengo: Diego, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton, Cristian (Obina), Ibson e Toró; Renato Augusto (Marcinho) e Souza. Técnico: Joel Santana
Boa Vista: Erivélton, Felipe, Vinícius e Hélton; Flávio Medina, Roberto Lopes, Thiaguinho (Bruno Moreno), Rodrigo (Flávio Santos) e Esquerdinha; Anselmo e Faioli (Romarinho).Técnico: Edinho
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Eduardo de Souza Couto
Cartões amarelos: Toró, Ronaldo Angelim, Obina, Souza e Jaílton (Fla). Roberto Lopes, Hélton, Rodrigo, Thiaguinho, Flávio Medina e Felipe (Boa).
Gols: Souza, aos 20 minutos; e Fábio Luciano, aos 40 minutos do segundo tempo.
Eu certamente iria ao jogo hoje se não tivesse um compromisso. O mais curioso é que não fui e não sofri por isso. O jogo de estréia do Flamengo em 2008 não me tirou muito do sério. O fato é que o campeonato carioca está inchado, com muitas partidas, todas no Maracanã. Dá a impressão que vai demorar a "pegar". Além disso, o ingresso tá caro. E, acredito que seja a maior razão do meu desinteresse, hoje não havia um time "novo" para atrair a minha curiosidade. Os reforços não foram regularizados e o time que entrou em campo era o mesmíssimo que terminou o Brasileirão. Enfim, o jogo não teve aquele apelo para mim.
Na hora da partida, meu olhar na tevê foi quase de supervisão, uma ronda de quinze em quinze minutos para ver o que estava acontecendo. Quando me detive para assistir o primeiro tempo que já avançava para sua segunda metade, vi um jogo aborrecido, sem graça e em ritmo de treino. Sei lá se foi assim mesmo, mas o que vi serviu para atravessar o intervalo e mais uns minutos ocupado com outras coisas. Não soube bem o que aconteceu com o Renato Augusto quando cheguei para ver o Marcinho em campo participando da jogada do primeiro gol. Surgiram então motivos para me acordar e chamar a minha atenção para o fato de que uma temporada do Flamengo estava se iniciando: a preocupação com a lesão de um jogador e a estréia de um reforço. Quanto ao Marcinho, inexplicavelmente, já que nunca prestei atenção em suas atuações no Atlético, levo fé neste jogador. Puro chute, mas gostei de ter visto um belo gol que ele marcou num destes amistosos na Granja durante a pré-temporada e passei a achar que ele vai se dar bem neste elenco. Já o caso do Renato Augusto incomoda pois parece que tudo conspira para que ele não emplaque. Até agora não li as notícias sobre a gravidade da lesão.
Fim das contas: resultado bom, começo tranqüilo. Sei que meu interesse aumentará, no próximo jogo possivelmente estarei lá. Mas espero que as novidades em campo apareçam logo e principalmente que role uma promoção, tipo passaporte, pois com os preços dos ingressos vai ser foda até mesmo para um torcedor obcecado como eu marcar presença duas vezes por semana no Maraca.
Flamengo: Diego, Leonardo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton, Cristian (Obina), Ibson e Toró; Renato Augusto (Marcinho) e Souza. Técnico: Joel Santana
Boa Vista: Erivélton, Felipe, Vinícius e Hélton; Flávio Medina, Roberto Lopes, Thiaguinho (Bruno Moreno), Rodrigo (Flávio Santos) e Esquerdinha; Anselmo e Faioli (Romarinho).Técnico: Edinho
Local: Maracanã/RJ
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Eduardo de Souza Couto
Cartões amarelos: Toró, Ronaldo Angelim, Obina, Souza e Jaílton (Fla). Roberto Lopes, Hélton, Rodrigo, Thiaguinho, Flávio Medina e Felipe (Boa).
Gols: Souza, aos 20 minutos; e Fábio Luciano, aos 40 minutos do segundo tempo.
domingo, 2 de dezembro de 2007
NÁUTICO 1 X 0 FLAMENGO
É chato ter que terminar o campeonato com uma derrota, mas, na boa? O resultado não mudou nada. O mais importante era nos garantirmos direto na fase de grupos da Libertadores, servicinho realizado com maestria pelos patéticos palmeirenses. Se ganhássemos, ficaríamos em segundo. A esta altura milhões de rubro-negros estão desdenhando da derrota com o mesmo tom jocoso: vice é coisa de bacalhau.
Difícil dizer até que a derrota trouxe lições, pois o time pareceu bastante desinteressado do jogo, o que o torna atípico. Eu apenas arriscaria dizer que o Maxi merecia permanecer mais tempo em campo e que Paulo Sérgio definitivamente não dá. Taí um lado bem positivo do resultado: a volta do esquálido atacante nos fez lembrar o quanto ele é fraquinho (em amplo sentido). Deu chutinhos ridículos e perdeu o gol mais feito do jogo (outros foram perdidos por Toró e Fábio Luciano). Espero que alguém tome a sábia decisão de emprestar o moleque para ganhar corpo e ritmo de jogo, de preferência em um time com sede bem longe do Rio de Janeiro.
Nada porém que atrapalhe a nossa comemoração. De cara, dá pra dizer que esse é o melhor ano do Mengão desde o penta, em 1992. De lá pra cá, até ganhamos títulos com alguma relevância, como o Tri Estadual e a Copa dos Campeões em 2001, a Mercosul de 1999 e mesmo a Copa do Brasil do ano passado (que cá entre nós, anda mais fácil que a disputa do Cariocão). Em quase todos os anos passados de 1992 para cá, porém, o Flamengo sempre teve temporadas irregulares, fez feio no Brasileiro e sofreu agruras com a falta de planejamento. Nos últimos campeonatos nacionais, só éramos capazes de demonstrar a força rubro-negra quando o time estava nas últimas e o rebaixamento se tornava uma ameaça concreta. Era sempre tarde. O grande lance de 2007 foi que, depois de seguir o roteiro com um título no Estadual e uma campanha claudicante no início do Brasileirão, a reação veio mais cedo, e a equipe foi subindo e se tornando imbatível em sua casa, como nunca deveria deixar de ser. Sem contar com a torcida, o grande espetáculo do campeonato. Pode escrever: depois de 2007, o conceito de torcida em um campeonato de pontos corridos vai ser redefinido. Todos vão tentar imitar e ter como referência a torcida do Flamengo, mais uma vez pioneira.
Disputar a Libertadores por dois anos seguidos tem um significado especial também. Mostra que estamos no caminho certo, e que a forma de reerguer o clube é trabalhando sério, passo-a-passo, sem soluções milagrosas. Ou, talvez, com milagre, sim. Isso é o que eu espero que tenha sido o ano para o Mengão: a redescoberta do caminho das conquistas através de um pouco de seriedade dos profissionais do clube, deixando o passe de mágica por nossa conta nas arquibancadas.
Como a temporada acabou, o blog dá um tempo. Posso dizer que este espaço rubro-negro deu sorte: segundo Joel, foi depois do jogo contra o Inter (partida de estréia da Resenha) que o esporro comeu solto e que a virada se iniciou. A minha idéia aqui foi a de escrever sobre o que eu enxergo e sobre o que acontece comigo quando o Flamengo joga. Não tive a intenção de fazer análises racionais e muito menos coerentes (basta ler o que escrevi nestes textos sobre Toró e Roger, por exemplo). O que quis foi registrar um inventário das minhas angústias e sentimentos de euforia para ao menos poder recuperá-los quando quiser, afinal de contas, a memória de vez em quando falha. Enfim, é só um procedimento terapêutico. E ano que vem tem mais, com data marcada para o dia 20 de janeiro: lá na segunda entrada das arquibancadas amarelas e aqui. Confesso que já estou ansioso para recomeçar logo!
Feliz Natal e um ano novo que culmine em Tóquio!
Náutico: Fabiano; Sidny, Vagner Silva, Everaldo e Júlio César; Daniel Paulista, Elicarlos, Geraldo (Helton) e Acosta; Marcelinho (Radamés) e Felipe (Ferreira) Técnico: Roberto Fernandes
Flamengo: Bruno; Léo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Cristian, Léo Medeiros (Egídio), Toró e Ibson; Maxi (Roger) e Obina (Paulo Sérgio). Técnico: Joel Santana
Local: Aflitos/PE
Árbitro: Paulo César Oliveira
Auxiliares: Elias Silva Almeida e Maria Eliza Correia Barbosa
Cartões amarelos: Ferreira (Náutico); Toró, Ibson, Léo Moura e Ronaldo Angelim (Flamengo)
Gol: Sidny, aos 32 minutos do segundo tempo.
Difícil dizer até que a derrota trouxe lições, pois o time pareceu bastante desinteressado do jogo, o que o torna atípico. Eu apenas arriscaria dizer que o Maxi merecia permanecer mais tempo em campo e que Paulo Sérgio definitivamente não dá. Taí um lado bem positivo do resultado: a volta do esquálido atacante nos fez lembrar o quanto ele é fraquinho (em amplo sentido). Deu chutinhos ridículos e perdeu o gol mais feito do jogo (outros foram perdidos por Toró e Fábio Luciano). Espero que alguém tome a sábia decisão de emprestar o moleque para ganhar corpo e ritmo de jogo, de preferência em um time com sede bem longe do Rio de Janeiro.
Nada porém que atrapalhe a nossa comemoração. De cara, dá pra dizer que esse é o melhor ano do Mengão desde o penta, em 1992. De lá pra cá, até ganhamos títulos com alguma relevância, como o Tri Estadual e a Copa dos Campeões em 2001, a Mercosul de 1999 e mesmo a Copa do Brasil do ano passado (que cá entre nós, anda mais fácil que a disputa do Cariocão). Em quase todos os anos passados de 1992 para cá, porém, o Flamengo sempre teve temporadas irregulares, fez feio no Brasileiro e sofreu agruras com a falta de planejamento. Nos últimos campeonatos nacionais, só éramos capazes de demonstrar a força rubro-negra quando o time estava nas últimas e o rebaixamento se tornava uma ameaça concreta. Era sempre tarde. O grande lance de 2007 foi que, depois de seguir o roteiro com um título no Estadual e uma campanha claudicante no início do Brasileirão, a reação veio mais cedo, e a equipe foi subindo e se tornando imbatível em sua casa, como nunca deveria deixar de ser. Sem contar com a torcida, o grande espetáculo do campeonato. Pode escrever: depois de 2007, o conceito de torcida em um campeonato de pontos corridos vai ser redefinido. Todos vão tentar imitar e ter como referência a torcida do Flamengo, mais uma vez pioneira.
Disputar a Libertadores por dois anos seguidos tem um significado especial também. Mostra que estamos no caminho certo, e que a forma de reerguer o clube é trabalhando sério, passo-a-passo, sem soluções milagrosas. Ou, talvez, com milagre, sim. Isso é o que eu espero que tenha sido o ano para o Mengão: a redescoberta do caminho das conquistas através de um pouco de seriedade dos profissionais do clube, deixando o passe de mágica por nossa conta nas arquibancadas.
Como a temporada acabou, o blog dá um tempo. Posso dizer que este espaço rubro-negro deu sorte: segundo Joel, foi depois do jogo contra o Inter (partida de estréia da Resenha) que o esporro comeu solto e que a virada se iniciou. A minha idéia aqui foi a de escrever sobre o que eu enxergo e sobre o que acontece comigo quando o Flamengo joga. Não tive a intenção de fazer análises racionais e muito menos coerentes (basta ler o que escrevi nestes textos sobre Toró e Roger, por exemplo). O que quis foi registrar um inventário das minhas angústias e sentimentos de euforia para ao menos poder recuperá-los quando quiser, afinal de contas, a memória de vez em quando falha. Enfim, é só um procedimento terapêutico. E ano que vem tem mais, com data marcada para o dia 20 de janeiro: lá na segunda entrada das arquibancadas amarelas e aqui. Confesso que já estou ansioso para recomeçar logo!
Feliz Natal e um ano novo que culmine em Tóquio!
Náutico: Fabiano; Sidny, Vagner Silva, Everaldo e Júlio César; Daniel Paulista, Elicarlos, Geraldo (Helton) e Acosta; Marcelinho (Radamés) e Felipe (Ferreira) Técnico: Roberto Fernandes
Flamengo: Bruno; Léo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Cristian, Léo Medeiros (Egídio), Toró e Ibson; Maxi (Roger) e Obina (Paulo Sérgio). Técnico: Joel Santana
Local: Aflitos/PE
Árbitro: Paulo César Oliveira
Auxiliares: Elias Silva Almeida e Maria Eliza Correia Barbosa
Cartões amarelos: Ferreira (Náutico); Toró, Ibson, Léo Moura e Ronaldo Angelim (Flamengo)
Gol: Sidny, aos 32 minutos do segundo tempo.
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